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Carlos Alberto Mano Prieto - ( Gigi)

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Estranhos no ninho
 

estranhos no ninho

 

O Santos Futebol Clube atravessa um período de más atuações depois da perda da Taça Libertadores, na qual inclusive já apresentava sinais de decadência. A que se atribui isto? Creio que se deve grande parte a falta de visão de seus dirigentes que não atentaram para a necessidade de reforços em reais condições ou à altura da grandeza do clube. Pois foram contratados jogadores sem expressão técnica, além de, prematuramente, lançarem jogadores da base ainda em formação com risco de serem queimados.

Por outro lado, é de praxe, quando surge uma estrela em qualquer clube no mundo, se preocupar em montar um time para que ela não se apague enquanto dure.

Foi o acontecido com o Santos F.C. de Pelé nos anos 50 em que comprou os melhores jogadores da época e se manteve no auge por vários anos. O Real Madrid da Espanha, pelo seu ponta esquerda Gento, acabou comprando a linha de ataque da seleção da Hungria e ficou liderando o futebol mundial por anos a fio. E hoje, o Barcelona, que com o seu Messi ficará outros bons pares de anos no topo.

Enfim, esse time que montaram para o Neymar sequer agüentou seis meses.

Elenco fraco, caro e mal composto. Muricy já vinha, de algum tempo, pedindo reforços a altura, e nada. Embora tenha tido culpa nas indicações de Renteria, Gerson Magrão  etc.

O menino Neymar, pelo andar da carruagem, deve jogar a toalha e fazer a sua grita: “Pô! Num guento mais carregar nas costas essa ruma de cabeças de bagre”.  

E além do mais, situação financeira complicada, tendo em vista as más contratações a preço de ouro.

Essas duas últimas partidas contra o Botafogo e o Vasco, do Rio de Janeiro, mostraram a realidade dos fatos. Esse time do Santos sem o Neymar, sequer é um esboço de uma equipe que conquistou o futebol sul-americano do ano passado.

Sei que a situação é delicada, mas já que se mostram tão espertos, cabe a mim uma dúvida, da qual me pergunto: “Se eles entendem tanto de futebol quanto entendem de finanças, com certeza acabarão na pindaíba”.

Reconheço a dificuldade, e sobre isso já havia escrito em crônicas passadas quanto a esperteza de ficarem atentos, antecipadamente, às chamadas janelas de transferência. E, para tais negociações ter elementos a altura, tendo em vista hoje ser uma operação que requer feeling, competência e certa dose de “malandragem”, pela promiscuidade existente nesse mercado.

E, ainda, querem levar o clube para São Paulo alegando ser mais vantajoso financeiramente, tendo em vista haver uma concentração maior de torcedores, na ilusão de um possível arrendamento do Estádio do Pacaembu. Aliás, sequer posso contestar esse ponto de vista pela sua lógica, mas um clube de futebol não é só empresa comercial em que o empresário dinâmico e astuto, rapidamente abre uma filial em outra “praça”. Um clube de fubebol tem vínculos fortes com suas origens, ainda mais um clube que ostenta o nome da cidade.  Tamanho despropósito não tem qualquer possibilidade de ocorrer, pois além de  existir vedação estatutária, também enfrentará resistência política de todos aqueles verdadeiramente ALVINEGROS de naturalidade.

Seria então de bom alvitre que definissem de uma vez por todas a construção de uma arena aqui em Santos, já que dista da terra dos seus sonhos apenas 45 minutos. Por sinal, reivindicação que pleiteio desde a época áurea, nos idos 60.

Fato  que se não acontecer seria desastroso para nossa cidade, já que nos privaríamos de “n” fatores econômicos agregados, além do absurdo desvinculo do clube com  sua origem.

Idéia que provavelmente agradaria aqueles residentes na capital, inclusive, a maioria dos diretores atuais que aqui na Baixada são verdadeiros estranhos no ninho, e em total desrespeito às tradições do clube que chegou a galgar, no ápice de sua glória, como o Campeão das Américas no século passado.

E quero deixar claro que faço essas críticas não por oposição, mas sim para, sob o conceito da dialética, conciliar uma razão com  mais equanimidade.

Enfim, são apenas boatos e rumores que não assustam a nós santistas que nos identificamos através da letra de nosso hino como: SOU ALVI NEGRO “DA VILA BELMIRO”...

Abraços do Gigi

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