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Carlos Alberto Mano Prieto - ( Gigi)

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Respeitável público...
 

bozo

 

Sei que todos do meu relacionamento haverão de ter noção sobre o que pretendo externar.

Ontem tive o tédio de assistir uma sessão da Câmara do Senado e, como desde pequeno sempre gostei de circo, acabei por deter-me defronte à TV por mais de duas horas. Os temas ali abordados na sua Ordem do Dia eram como sempre, de alta relevância não só do interesse do povo como também da própria casa no seu jogo político entre oposição e situação.

Cabeças das mais brilhantes com exposição de retórica e sofisma de enganar, às vezes, até aos mais doutos, e que faria Platão, pela aversão que tinha por ambas, se revirar na tumba. Gostaria até de me contrariar sobre o conceito acima dado, como ato circense, devido realmente a seriedade dos temas debatidos, isto porque, pela extrema importância que dou a um parlamentar, havia feito no passado, quando por lá andei, uma crônica em sua defesa com o título “Ídolos de barro e de ouro”.

Antes de tudo vocês deverão ter o entendimento de que para cada votação ou aprovação de uma propositura qualquer deverá existir o quórum necessário. E é sob essa norma regimental que o “circo pega fogo”.

Ali estava presente um público atento a uma das reivindicações que eram os Agentes de Saúde, desde cedo sem direito a pipoca e coca cola. Com esta platéia na sua mais justa representatividade, assistiam com entusiasmo as peripécias de seus “pretensos” defensores, os quaisl não os ignorava e deitavam verborragia de fazer inveja a qualquer exímio “trapezista”.

No intervalo de cada ato, eis que entra em cena uma figura que sobejamente faz a alegria da esperançosa platéia, com sua prosopopeia das mais eloquentes.

O tema principal em discussão, além da reivindicação dos Agentes de Saúde e das tantas PAC-PEC-PIC-POC e PUC, era um Projeto de Lei de Conversão, o qual instituía um Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC em contraposição de uma lei em vigor sobre licitações.

Esta mesma Casa vinha discutindo em plenário, ou no picadeiro, como queiram, por mais de cinco anos reformas na lei original de licitações.

Como faz parte de nossa cultura a chamada “falta de planejamento”, o governo no desespero de atender as necessidades que se fazem mais prementes como: Copa, aeroportos, presídios e etc., fere toda e qualquer lógica, até mesmo a própria Constituição.

E a ilógica deste problema está exatamente na sua morosidade proposital, como exemplo: é como aqueles circenses de rua que para apresentarem seus números levam um tempo suficiente para ajuntamento de pessoas e, consequentemente, conseguem uma arrecadação ou coleta maior.

Agora, entremos no campo da imaginação e suponhamos que a “massa” ou o chamado “povão” entenda toda essa manobra política. Será que eles, os políticos é claro, teriam a coragem de colocar suas cabeças na ”boca do leão”?

E assim se vai mais uma monótona e improdutiva sessão, ou melhor, mais um espetáculo. O presidente da casa como autêntico apresentador dá por encerrado os trabalhos na promessa de que todas as proposituras sejam aprovadas em outra data, óbvio, obedecendo uma mágica de circo... ”se houver quórum” e, portanto, termina dizendo: “Respeitável Público”, e eu digo PQP Brasil.

Desculpem-me por ter provocado um entendimento ignóbil do PQP, mas na verdade quis dizer: “Por que Parou Brasil"... com certeza terá sido por “falta de quórum”.

Abraços do Gigi

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