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Amigos para sempre
   
Moacir Rebello dos Santos

Já estou ficando cabreiro. Não é fácil ver os amigos e companheiros de infância e de esporte, partirem sem dar a mínima satisfação. Portanto, duas mortes súbitas que deixarão muitas saudades.

Moacyr Rebello dos Santos, um atleta que conseguiu todos os méritos naquilo que ele mais adorava, a natação.  Deixarei para a imprensa escrita e falada relatar todas as suas proezas, enquanto que eu apenas falarei do amigo irreverente que foi. Brincalhão e gozador ao extremo, tanto que chegou a ser suspenso pela Confederação Internacional de Natação por uma de suas brincadeiras nos jogos pan-americanos realizados nos Estados Unidos, na cidade de Chicago. Amigo e parceiro na minha juventude

quando jogávamos juntos voleibol e futebol pelo Clube Internacional de Regatas, o vermelhinho da Ponta da Praia. Clube que sem dúvida deverá com todas as honrarias prestar homenagens póstumas.

Tivemos uma passagem interessante lá pelos idos dos anos 60, quando após um treino de voleibol com o também saudoso Douglas Machado, dei-lhe carona no meu Aero Willys e, de repente, três ciclistas ocuparam meia pista da avenida da praia.  Assim que eu os ultrapassassei, eis que Moa debruçou-se pela janela e com uma almofada de assento, enxotou-os e fez com que caíssem um sobre o outro na calçada. Lá pelas tantas, eu já na porta de minha casa batendo papo com amigos, eis que três viaturas identificaram o meu carro e a minha camisa vermelha, que naquela época só os playboys é que usavam, e não tiveram dúvidas: acabaram me levando para o chiqueirinho da cadeia da Praça dos Andradas. Fez-me companhia um amigo solidário, Aylton Denari. Ao raiar do sol, o Dr. Arquimedes Bava, ainda roncando, nos levou para casa sob uma baita bronca. Essa, acredito deva ter sido a pior que ele me aprontou. Seus amigos devem ter armazenado inúmeras passagens, ou melhor, aprontos seus que agora lembrarão com muitas saudades.

Gigi e Delfim Peaguda Quintas

Quanto ao outro amigo, Delfim Peaguda Quintas... Foi um “cracaçode nossa várzea, de botar inveja a muitos que foram profissionais e atingiram o estrelato. Para terem um idéia do quanto ele era bom,  recusou nada mais do que convite para jogar no São Paulo F.C. e no F.C. do Porto de Portugal, e para variar, obedecendo aquela soberba da época, que era “vá estudar meu filho”, isto porque o seu pai que era espanhol, não dava moleza. Outro companheiro em que formamos juntos na seleção paulista de futebol de praia, onde disputamos  dois brasileiros consecutivos. Versátil, inteligente e elegante no trato da bola.

  Na várzea fez sua história no Cidade de Santos, no  Ouro Verde e no XI Santista, todos do Marapé, e no futebol de praia disputou pelo timaço do Milton Alves, o Caravelas. Este, com certeza, irá reforçar o time celestial juntamente com Chico da Rita, Carioca, Dema, João Enguiça e muitos outros que estão na nossa saudosa lembrança.

Abraços do Gigi

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