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Ednilson Valia

Com um faro de basset hound e ostentando um tato de elefante é Jornalista há 11 anos, com trabalhos publicados no Diário Esportivo Lance, revista Grandes Clubes do futebol brasileiro, Placar e um dos autores do Livro Quem é Quem (500 jogadores nacionais e 500 jogadores internacionais), da Editora Abril.

E-mail: evalia@terceirotempo.com.br

  Para quem você falaria: Eu nunca vou te abandonar?
 
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A frase cunhada (Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo) pela torcida corintiana após queda para a série B do Campeonato Brasileiro em 2 de dezembro em 2007 foi de uma profundidade sem tamanho.

Por muitas vezes refleti sobre o assunto. Para quem poderíamos dizer sem deixar sombra para a dúvida: “Eu nunca vou te abandonar“.

Para a esposa ou marido?

Mas se um deles provocasse a humilhação em público? Você manteria a relação?

Para os seus pais? Mas se caso estes, o rejeitasse ? O que faria?
Ah, podia ser para um amigo ou irmão? Mas caso este laço fosse estremecido por causa de um roubo financeiro. E aí, qual seria sua atitude?

Pois bem, a torcida corintiana sofreu com tudo isso. Foi humilhada, rejeitada, roubada e muitas outras coisas por antigos dirigentes do time do Parque São Jorge. Não precisou de craques para voltar aos estádios, porque ela, de fato, nunca abandonou o time. Nem à época do rebaixamento, um amor sublime. Igual ao de mãe para filho.

Quando o corintiano canta nos estádios: “ Corinthians, Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amorrr”, ele não está mentindo.

O Corinthians para o corintiano é como se fosse um “órgão” a mais em seu corpo,sem o qual não viveria. Pois ali, estão as suas vitórias, suas memórias de família misturadas à do time.

No campo de futebol suas frustrações da vida cotidiana são expurgadas e as vitórias do alvinegro do Parque São Jorge são comemoradas como pessoais.

E quer saber? É ótimo.

E sempre foi assim.

Em 13 de maio de 2001, tinha um amigo que era apaixonado por uma moça belíssima.

E há dias, ele estava combinando de saírem juntos. Mas a “gata”, queria bater um papo “bem legal” no horário da semifinal do Campeonato Paulista entre Corinthians x Santos.

O meu parceiro, tentou de todas as formas adiar o encontro para depois do confronto entre os alvinegros. Mas ela não aceitou a situação e piorou quando descobriu que era por causa de futebol. E sepultou qualquer pretensão de relacionamento entre eles.

O amigo corintiano ficou arrasado. Restou-lhe o jogo. Bastava um simples empate para os santistas chegarem à final do Paulistão. A partida foi corrida, corintianos e santistas perderam penalidades máximas no decorrer do embate.

A equipe da Vila Belmiro abriu o placar, com Renato. Marcelinho Carioca empatou posteriormente. Este resultado levava o Peixe a final. Mas aos 48 minutos do segundo tempo, Ricardinho, meia corintiano, acertou um “chutaço” no canto direito de Fábio Costa, arqueiro da equipe eternizada por Pelé, que levou o Timão à final da competição.

A felicidade do meu companheiro foi tão grande, que ele esqueceu a decepção com a moça e saiu à caça naquela noite. Cheio de confiança, com a certeza de que encontraria uma nova paixão, motivado pela superação corintiana nos gramados.

E se deu bem!

Conheceu uma morena espetacular.
Dançaram por quase toda noite de rosto coladinho.

No final, indiscretamente me confidenciou que teve uma noite de amor alucinante com a garota.

E disse que ela cobrou um preço bem baratinho.

Ednilson Valia
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