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Carlos Alberto Mano Prieto - ( Gigi)

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Corrupção verde e amarela

   
olho da corrupção

Neste último domingo, li uma reportagem do meu amigo Vicente Cascione e ouso discordar e até mesmo contestar certos valores por ele afirmados. Primeiramente, discordo quando sai em defesa do Congresso, lugar onde mais se campeia a corrupção neste país. Contesto também o fato de que a “corrupção no Brasil é um problema cultural”, e de que nós já estamos acostumados a conviver e a praticar,

 

inconscientemente, a considerada – por ele - ”corrupção branca”. Aliás, isto me faz lembrar do nosso presidente quando afirmou que o flagelo mundial advém do “homem branco de olhos azuis”.

Afinal, se esta corrupção do cotidiano é tão alva, quero me dar o prazer de colocar como pano de fundo do nosso Congresso a cor “negra”, porque de fato em sua terceira dimensão reluzem todas as cores do arco-íris.

A atuação de um Congresso é tão obscura e individualista que pelo pouco conhecimento de história que eu tenho, sei que em todas as mudanças, ou melhor, as “viradas de mesa” dos regimes políticos, o primeiro ato sempre é o fechamento do Congresso Nacional.

Por mais que eu queira entender esta tão ambicionada e “utópica” moralidade política, eu acabo me embananando. Se, como ele afirma, existe uma parte ética que tem escrúpulos, estes na verdade, embora tenham um desempenho louvável na formação de leis “decentes”, convivem com a grande maioria contrária aos bons princípios de certa forma harmoniosa, quase sem contestação, e quando surge um rompante desse escrúpulo logo vem um “cala boca”.

Outro fato curioso foi quando fez críticas de como nossas programações televisivas se dispersam nos seus noticiários, sem enfocar ou dar continuidade de forma mais instrutiva, ou mesmo no sentido de educar o povo.

Agora sim falarei de um problema cultural: o fato de que o povo brasileiro tem preguiça de ler, o porquê defino de suma importância a educação audiovisual. Para confirmar isto, leia a declaração estarrecedora do Deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), onde afirma que por esse mau hábito o povo não toma conhecimento e acaba por elegê-los. Aliás, temos vários exemplos dessa prática.

No entanto, hoje acredito ficar um pouco mais complicado para esses péssimos políticos, devido a uma atuação mais explícita de nossos meios de comunicação. Mazelas e mais mazelas são reveladas a cada instante. Essa continuidade, sim, é extremamente importante divulgar e fazer cintilar essas “aureolas” de cumplicidade em toda sua  opacidade.

Sei o quanto estou sendo ousado em contestar este que considero de uma inteligência que faz inveja a muitos literários, mas no fundo entendo seu esforço de manter viva a chama da decência no meio caótico da nossa política, pois pretende se candidatar a deputado federal nas próximas eleições.

Para encerrar, gostaria de lembrar a estes “Leonardos Da Vinci” e “Picassos” da política que muito desses gênios da pintura retrataram a imagem do nosso maior Redentor como um homem “branco”, e muitas vezes de “olhos azuis”.   

Abraços do Gigi

 
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