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Carlos Alberto Mano Prieto - ( Gigi)

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Um caos chamado Pelé

  Este título com certeza deve estar assustando a quem o lê. Mas, para tudo existe uma explicação. Outro dia estava conversando, pra variar, com uma dupla da antiga: os irmãos José e Jair Espinosa, dois grandes atletas do passado, naquele cantinho da saudade na praça Mauá. Além disso, tenho guardado em minha memória muitos feitos daqueles maravilhosos jogadores com quem eles conviveram no passado, tanto no futebol como no voleibol e o basquete.
Jair Espinosa Soube muito do Alemão, o Wlamir Marques, que tinha um equilíbrio perfeito em tudo que praticava. Segundo eles, Wlamir, também conhecido como “Diabo Louro”, era tão perfeito que, além de um excelente goleiro de futebol, foi recordista quando juvenil em diversas modalidades do atletismo. Inclusive, recordista de natação nos 50m livres e nos 50m costas. E, como sabemos, Wlamir foi o Pelé do basquete nacional.

Lembraram-me também do Pecente, outro que era um ótimo ponta esquerda e jogava pelo Vila Melo de São Vicente, segundo relatou Pepe quando da comemoração do cinqüentenário do título mundial da seleção brasileira de basquete. No entanto, ambos escolheram o basquete e se tornaram figuras máximas deste esporte.
José Espinosa

Contou-me José Espinosa que o técnico da seleção de São Vicente, Délio Paranhos, como aprendizado, levou todo o time para assistir as apresentações dos Globe-trotters, quando da sua visita ao Estado de São Paulo, na década de 50. Assimilaram tanto que, certa vez, numa disputa dos Jogos Abertos de Jundiaí, por azar, o primeiro jogo caiu logo contra a seleção da casa que havia contratado quase que toda a seleção paulista de basquete para representá-la.

Aí já se dava o início da perda da origem dos atletas quanto a representatividade de seus municípios. Tencionavam assim, quebrar a hegemonia que pertencia à cidade de Santos, que era considerada, até então, celeiro de craques de todo o Estado de São Paulo, tanto que advinha de uma década como campeã dos jogos.

 

E, como era tradição, e o jogo era eliminatório, o time da cidade não poderia sair logo de cara. Como estavam tomando um chocolate da molecada de São Vicente, resolveram apelar para o apito amigo. Deu que, Délio ao perceber a manobra acabou retirando o seu time do jogo, deixando Algodão e Cia. sozinhos na quadra. Jogaram por SV: Serjão, Pecente, Wlamir, Jubal, Noé Parmeziari, Nei (filho do Luiz Ubaldo Gonçalves, grande fotógrafo da época), Paulo Umbuzeiro, Renato, Milton e outros.

Lembraram-me de outro “Dream Time” da época que era o Santos F.C., com Duda, Márcio, Lauro Soares ( pai do Márcio Delfin, gerente comercial e de marketing do jornal A Tribuna), Chico, Rubinho, José Barbosa  e Baiano , todos sob o comando de Ayerton Jose de Araújo, o Fumanchu.

Ah! Como gostaria de ter em mãos as suas histórias e aqui deixá-las registradas para sempre.

Agora, com relação ao título desta matéria, vamos lá. Caos porque? Na verdade, segundo os irmãos Espinosa, no mundo desportivo muitos patrocinadores, veículos de comunicação e, principalmente os jornais, dependiam economicamente do sucesso do chamado Trio de Ferro da capital, formado pelo São Paulo, Palmeiras e o Corinthians. Com a ascensão do Santos Futebol Clube, que perdurou por quase quinze anos, tanto a Gazeta Esportiva, da Fundação Casper Líbero, como o Mundo Esportivo, do Geraldo Bretas, acabaram tendo uma queda muito acentuada em suas tiragens, conseqüentemente, traduzidas em grande prejuízo, devido a pequena torcida do Santos Futebol Clube.

Para ambos os periódicos, o caos tinha se estabelecido em suas redações. Pelé e o Santos começavam a incomodar toda uma mídia que até então era submissa à vontade dos “poderosos” da Federação Paulista de Futebol. O estranho é que o departamento jurídico dessas instituições, sequer moveu ação por perdas e danos e lucro cessante contra Pelé & Cia.

Portanto, que se manifestem os bambis, gambás e porquinhos.

Abraços do Gigi

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