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Já há algum tempo venho, de forma jocosa, me referindo ao falecimento de alguns craques amigos da várzea, dizendo sempre em suas histórias que a convocação foi feita em virtude do time celestial estar perdendo para o time dos capetas. Então o porquê da necessidade de reforçar a sua equipe.
Só que desta vez... Oh, meu Deus! De baciada não! Perdi nestes últimos dias nada menos do que seis amigos. Poderia, ao citar a vida de cada um, preencher um bom número de laudas, mas prestarei apenas uma singela homenagem de suas lembranças.
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Primeiramente, José Vitor Molina Pinhão. Recentemente, estávamos combinando sobre a cessão para o Museu da Várzea de um livro histórico montado pelo seu pai, que ilustra toda a vida do nosso querido Leão do Macuco – o Jabaquara A.C.. Político por excelência, adorava se enfronhar nos bastidores e sempre fiel ao antigo partido do PDS, tendo sido seu presidente. Seu último feito foi homenagear um ícone da política de nossa cidade, o Cel. Erasmo Dias. |
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Logo em seguida foi-se Abel, jogador que fez história no futebol de várzea jogando pelo Independente F.C. do Marapé. Ultimamente, exercia uma função, da qual se destacou sobremaneira, na renovação das novas instalações do Hospital Beneficência Portuguesa.
Olavo, meu companheiro de futebol de várzea, de praia e de salão. Jogador brioso e um excelente coringa.
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Renato Novaes, no sentido figurado foi o pontífice do futebol de salão. Além de várias conquistas, levou o Clube Internacional de Regatas a ser considerado, na década de 60, juntamente com o Vila Izabel do Rio de Janeiro, o melhor time de futebol de salão do país. Dirigente e cartola dos mais influentes no futebol de praia, foi fundador da Liga e da Federação Paulista de Esportes de Praia, tendo conquistado como dirigente do Náutico Praia Clube, o primeiro título de campeão de futebol de praia. |
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Nóbrega – um baluarte do desporto santista. Carismático, alegre e sempre se mostrando estar de bem com a vida, além de querido por todos. Embora ligado ao voleibol, tanto que foi um dos precursores do voleibol de praia, não deixou de prestigiar todas as outras modalidades quando exerceu o cargo de Secretário de Esportes, em 1988. |
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Para encerrar, Carlos Teixeira – ultimamente mais conhecido como o “Pai do Cacá”, nosso vice-prefeito. Outra pessoa que passou por esta vida sem deixar mácula e sequer um inimigo. Bonachão e um conquistador inveterado. |
Sempre brincava com ele, dizendo ser um autêntico “fanchona em extinção”, (me desculpem o uso desse termo, mas essa expressão foi investigada junto a todos dicionaristas pelo meu amigo, Dr. Nildo Serpa Cruz, quando de minha crônica "Frenesi dos Paqueras"). Teixeirinha com certeza irá deixar saudades pelo seu jeito de ser, o qual caberia uma expressão portenha muito popular: El Milongueiro. Quando o coloquei como personagem na minha história sobre as bocas – Boca Bendita – relutou permanecer, em face da candidatura de seu filho Cacá a vice-prefeito, mas, no entanto era apenas uma citação para homenageá-lo. E agora, sem dúvida, o recolocarei ao seu devido posto de homenageado.
Abraços do Gigi
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