A três jogos do fim da fase classificatória, o time de Mano Menezes tenta a reação contra o São Paulo, em clássico que acontece no Pacaembu, neste domingo. Depois, o próximo compromisso será pela Libertadores, torneio que sempre foi colocado em primeiro plano em detrimento do Estadual. O adversário será o Cerro Porteño, dia 1º de abril.
Mas a pressão já é grande. Após o revés desta noite, a equipe foi vaiada pelos torcedores. Nem Ronaldo escapou. Ouviu críticas ao deixar o gramado e a Arena Barueri. "A responsabilidade é de todo o grupo, mas que elas primeiro caiam sobre mim, consigo absorver bem. Fui criado com muita pressão nas costas e consigo lidar bem com isso", disse o Fenômeno, assumindo que cometeu erros infantis.
A obrigação de vencer atrapalhou o Corinthians nesta quarta-feira. Mesmo sem cinco jogadores considerados titulares (Alessandro, Chicão, William, Danilo e Dentinho), o time alvinegro conseguiu ter mais volume de jogo. Insistiu mais no ataque, mas não soube transformar tal presença ofensiva em chances claras de gol.
Nos 45 minutos iniciais, foram duas oportunidades reais. Uma com Ronaldo, em chute defendido por Vinícius, e uma forte cobrança de falta de Roberto Carlos que explodiu no travessão, fazendo bonita curva. O Paulista, inferior tecnicamente, ameaçou pouco, mas assustou. Mazola e Raphael Martinho deram trabalho a Felipe.
À beira do campo, Mano Menezes se irritou principalmente com a armação alvinegra. E assim como aconteceu no treino de terça-feira, Morais foi quem mais ouviu. O treinador insistiu para ele se posicionar aberto pela esquerda. O camisa 21, porém, insistiu em jogadas pelo meio. “Não é o meu forte [jogar aberto], mas dá para fazer”, conformou-se Morais, insatisfeito.
O meia nem voltou para o segundo tempo. Acabou substituído por Iarley. “Eu estava precisando que o Morais abrisse mais pela lateral, mas não é a característica principal dele. Então trouxe o Jorge para cá e coloquei o Iarley por dentro”, explicou Mano.
A entrada de Iarley deu mais velocidade ofensiva, mas não o suficiente na opinião do treinador, que com 11min trocou Tcheco por Jucilei. O meia demorou a tocar a bola para Ronaldo e irritou Mano. O Paulista, por sua vez, passou a levar mais perigo. Felipe espalmou duas bolas cruzadas e viu Eli Sabiá cabecear sozinho.
De tanto insistir, o time de Jundiaí conseguiu abrir o placar. Felipe não conseguiu segurar mais uma bola, mas desta vez Mazola apareceu para aproveitar o rebote e estufar as redes.
O gol fez o Corinthians se atirar ao ataque. Ronaldo teve pelo menos três chances. Desperdiçou todas. Expulso, Mano ordenou por telefone a entrada de Souza no lugar de Ralf. Foi a última cartada em busca de pelo menos um empate. Mas nada funcionou. Melhor para o Paulista, que chegou aos 14 pontos e segue vivo na briga contra o rebaixamento.
Fonte: Uol Esporte |