Sempre após uma derrota vergonhosa ou atuação pífia do Palmeiras, como nos últimos 3 a 0 tomados contra o Fluminense, no Maracanã, o goleiro Marcos bota a boca no trombone para criticar o desempenho coletivo da equipe, sem dar nomes aos bois. Ou seja, dos jogadores que jogaram mal. Isso, claro, fica depois para a lavagem interna da roupa suja.
Mas, entendo que as cornetadas públicas e espontâneas de “São Marcos”, embora elas sejam prato cheio para a imprensa sensacionalista, não têm a intenção de rachar o time. E sim dar uma satisfação verdadeira e justificativa transparente ao torcedor, sem desviar o foco e dar desculpa esfarrapada da derrota, como muitos boleiros e técnicos o fazem.
É também por este jeito simples e sincero de lidar com os reveses que o arqueiro palmeirense é figura querida no meio do futebol, inclusive para as torcidas rivais. O cara faz até piada quando falha e toma frango. E, ao contrário de muitos outros colegas de posição também consagrados, possui autocrítica e hombridade de assumir os erros.
Então, os companheiros de clube que não gostam dos pitos de Marcos, via imprensa, que se conformem. Pois, pela experiência, condição de ídolo e títulos já conquistados, ele tem o direito de falar e reclamar do que quiser. E o recado dado – além de mexer com o brio do elenco –, é uma forma explícita de consideração com o próprio torcedor do Verdão.
Antes um atleta assim, que dê a cara a tapa e cobre o melhor dos demais, do que outro que demonstre indiferença na derrota, do tipo tanto faz quanto tanto fez. O que você prefere no seu time?
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