Já dizia o poeta: “a vida tem altos e baixos”. E o futebol, que é momento, sintetiza bem essa situação. Veja o Fluminense. Três meses atrás vivia a epopéia de ser campeão inédito da Libertadores. Eliminou o São Paulo, depois o poderoso Boca. Aí, na grande final, com um adversário teoricamente inexpressivo, a torcida fez festa bonita e inesquecível no Maracanã. A então péssima atuação simultânea no Brasileirão era atribuída e aceitável pelo objetivo maior da América.
Até que, tragicamente nos pênaltis, o mundo caiu para o clube das Laranjeiras. O efeito do vice-campeonato da Libertadores foi devastador. Com a doída derrota, o bom time tricolor sofreu uma debandada de jogadores: Thiago Neves, Cícero, Dodô e Gabriel.
O terrível momento psicológico fez com que a equipe atolasse de vez na zona de rebaixamento. A troca de técnicos também ajudou: Renato Gaúcho por Cuca e agora por Renê Simões. O hoje vice-lanterna nacional vive inferno astral a 10 rodadas do fim do certame.
Matematicamente ainda dá para escapar, mas a cada jogo a delicada posição na tabela do Flu vira bola de neve e mais pressão. Foi assim já com Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG e Corinthians.
Em meio a essa atmosfera negativa, só um milagre para salvar o Tricolor carioca do martírio da Segundona e ainda de um feito nada honroso: o tetra-rebaixamento. Já caiu em 96 (ano em que o tapetão salvou), e de fato em 97 e 98.
Assim, que dias melhores venham logo para o vice da Libertadores.
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