A cada ano, as sentenças do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) se superam em ruindade e injustiça. Vou além. Suas polêmicas decisões mostram que a entidade vive crise pior que a falida arbitragem brasileira, que jogo sim e jogo não é criticada por erros clamorosos em campo.
O que o tribunal fez com Grêmio e Botafogo só não é pior do que a anulação daqueles 11 jogos do Brasileirão em 2005 – e o Corinthians, naquela ocasião, não teve culpa de nada, penso.
As pesadas punições impostas aos tricolores Léo, Rever e Morales e aos alvinegros Jorge Henrique e Carlos Alberto foram descompensadas e sem critério. Isso porque, para casos semelhantes, os pareceres do STJD não são os mesmos nem seguem uma linha de coerência.
Agora, a concessão do efeito suspensivo aos jogadores, logo um dia depois da severa suspensão, deixa o famigerado “braço jurídico” da CBF ainda mais sem credibilidade.
E não será surpresa que o julgamento do atacante palmeirense Kléber, a ser realizado nesta segunda-feira, tenha resultado absurdo e contestável. Aliás, qualquer seja a decisão, haverá enxurrada de críticas. Pois os incongruentes juízes desportivos deram margem à controvérsia.
Se a crônica esportiva e torcedores do Brasil pedem reciclagem já à arbitragem, o mesmo deve valer para o em descrédito STJD.