Lista dos clubes amadores da Baixada Santista
 
 
Santos é tri da Libertadores  
Duelo entre Neymar e Messi  
Muricy mereceu o título  
Neymar faz história na Vila  
Neymar e Ganso até 2015  
Ver todas as notícias  
 
Renan Prates Renan Prates
Timão, na moral
 
Pepe

José Macia Pepe
Bombas de alegria

 

 
Ednilson Valia Ednilson Valia
Amor corintiano
 

Gustavo Grohmann

Gustavo Grohmann
Messi na Copa
 
global Coluna do Leitor
Homenagem ao Pelé
 
     
 
 
Ver todos os colaboradores
  José Macia Pepe Bombas de Alegria

José Macia - Pepe

José Macia, o Pepe, nasceu na cidade de Santos, tornando-se o maior ponta esquerda artilheiro que o mundo já viu e, também possuidor do chute mais portentoso.

Seu maior mérito foi ter beijado um único dístico em toda sua carreira, o do glorioso Santos Futebol Clube. Por este seu gesto tem o respeito e o carinho não só de nossa cidade como também de todo torcedor alvinegro e apreciador do bom futebol. Editou seu primeiro livro “Bombas de Alegria”, em 2006, já em segunda edição e promete até o final deste ano o lançamento do seu segundo livro. Pepe está quase sempre na livraria Realejo, no Gonzaga, distribuindo autógrafos e esbanjando toda sua simpatia. Como colaborador e colunista deste site, reproduzirá  alguns dos seus famosos “causos”.


  Discos em Frankfurt - 1960
 
Arquivos

O Magrelo...
Os três sinais
Discos Frankfurt
O amigo Leal
Empréstimo Manga
O contrato
O bote
As sete ondas
O porrete
Leão bravo

 






 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nunca vi ninguém gostar tanto de discos como o Durval.

Em toda excursão ele vinha com a mala lotada de novos sucessos.

Estavamos em Frankfurt, na Alemanha, com o Santos FC. Era dia de folga, haviámos ganhado bem na véspera, e à tarde logo após o almoço eu sai com o Durval a passeio.

Acabamos é claro, entrando em uma pequena loja de discos.

Ouve daqui, ouve dali, fui eu que acabei comprando três discos de Ray Connif e Orquestra, o grande sucesso dos anos 60.

Disse a balconista que não precisava que os embrulhasse, e pouco depois saimos da loja apenas com aquela compra.

Eu carregando os três discos debaixo do braço e o Durval não comprou nada.

Logo depois, estávamos em outra casa de discos, esta sim, grande, especializada e os olhos do Durval brilhavam de alegria.

O Durval gostava demais do Nat King Cole. Eu me limitei a escolher mais um disco, desta vez do Pat Boone e quando me dirigi ao caixa a fim de pagá-lo, a moça me viu com os três discos desembrulhados debaixo do braço e exigiu o pagamento dos mesmos. Tudo em alemão, é claro !

Tentei explicar que aqueles três discos eram de outra loja, e cada palavra que eu falava ia deixando a funcionária ainda mais nervosa. Ela positivamente não estava entendendo, pois meu fraco inglês misturado com o meu horrível alemão dava uma salada incrível de palavras.

A mulher não queria saber de mais conversa, dizendo que naquela loja nao havia souvenires e já estávamos os dois algo descontrolados no nosso tom de voz.

A mulher então pegou o telefone ameaçando chamar a polícia e eu, para evitar complicações maiores, resolvi encerrar o assunto pagando novamente os três discos que eu havia comprado na outra loja, não sem antes desabafar em português todos os impropérios possíves e imagináveis à madame.

 

 
www.giginarede.com.br - Todos os direitos reservados © 2009